Como deixar ir a necessidade de ser perfeito

Tu perguntas-te: ” Quando é que o que eu faço vai ser suficiente?” ; ” Como é que eu sei se estou verdadeiramente feliz ou se estou apenas a contentar me com estar confortável?” Estamos constantemente a lutar por mais – mais dinheiro, mais coisas, mais beleza, mais inteligência, mais prémios. Mas não importa o quanto recebemos, nunca sabemos se o que nós desejamos irá ajudar a sermos o nosso melhor eu ou apenas a levar- nos mais longe no nosso caminho insatisfatório do perfeccionismo. De vez em quando, quando menos espero, as minhas próprias motivações perfeccionistas aproximam- se de mim. Elas entram mais em acção quando tomo decisões, a trabalhar ou interagindo com outras pessoas.

É esse sentimento que tens quando esperas coisas de ti mesmo que nunca esperarias dos outros. Estás a trabalhar até à exaustão na esperança de que te irás sentir completo e digno. É basear a tua auto- estima em realizações externas, sentindo que tens algo a provar o tempo todo. Está a acumular se nas emoções da culpa, do esgotamento e do ódio a ti mesmo.

O perfeccionismo vive e respira do teu medo de cometer um erro. Quando tens medo do que pode acontecer, nem sempre fazes as melhore escolhas possíveis.

Em vez disso, limitas as tuas opções porque acreditas que não conseguirás lidar com o resultado das tuas escolhas se elas forem negativas. Permitir o perfeccionismo para executar o show é como estar numa roa de hamster; continuas a andar, a andar, a andar, mesmo depois de teres alcançado o teu objectivo original. Aumentas as apostas a cada vez, de modo que quando realizas algo, perguntas se poderias ter feito melhor. Sentir e pensar dessa forma faz todo o sentido, porque a nossa cultura impões- nos uma tonelada de pressão para sermos perfeitos. Somos feitos para sentir que há algo de errado connosco se ainda somos solteiros até uma certa idade, não ganhamos uma certa quantia, não temos uma grande mídia social, ou não parecemos de uma certa maneira. No meio de toda essa pressão, é fácil esquecer todas as grandes e únicas coisas sobre nós mesmos.

A maior parte das pessoas estão frustradas porque, por mais que tentem, ainda sentem que nada do que fazem é bom o suficiente. Mesmo depois de todos os sucessos externos que elas alcançaram, ainda não estão felizes, e não estão certos do porquê. Acho que sei o porquê, os objectivos das pessoas nunca vieram deles.

Quando nunca te sentes bem aos olhos dos outros, é difícil construir um forte senso de ti mesmo. É difícil saber o que realmente queres, o que realmente preenche o teu verdadeiro propósito.

O perfeccionismo permanece vivo quando procuras por outras pessoas para te dar valor, confiando nas suas opiniões para te dar uma noção do teu valor.

É enganoso, porque as outras pessoas não conseguem fazer com que tu te sintas o suficiente, essa é uma decisão que tens que tomar por ti mesmo. O que é suficiente ou insuficiente, e até onde precisas de ir, são mais eficazes quando são determinados pelos teus valores internos. A necessidade e a falta de aprovação e aceitação, inevitavelmente levarão te a sentir que o que tu fazes nunca é suficiente; irás passar a tua vida a procurar melhorar e muito mais.

Eu quero ajudar te a acabar com o ciclo do perfeccionismo. Saber quem tu és e o que valorizas é vital. Uma vez que tenhas feito isso, podes tomar a decisão de ser o suficiente em todas as situações que enfrentares. E, com o tempo, cada situação servirá como uma maneira de te guiar em direcção ao teu verdadeiro eu e libertar te da necessidade de ser perfeito.

Então, como deixo de lado o perfeccionismo e tenho um forte senso de identidade?

  • Muda o teu mindset. A nossa mentalidade contém as nossas ideias e visões sobre a vida, que vêm das nossas experiências e percepções anteriores do mundo. Como olhamos para o mundo influencia a nossa experiência nele. A nossa percepção torna se na nossa realidade. Criar uma mentalidade boa o suficiente que não seja preenchida com expectativas irrealistas vai ajudar te a cultivar uma sensação de bem-estar. Portanto, o primeiro passo para sentir que és suficiente é mudar a tua mentalidade e antigas crenças sobre ti derivadas de experiências passadas do que se espera de ti. O resto é um processo de mudar a ideia de que precisas trabalhar mais para a aprovação e usar essa energia para ser suficiente para ti mesmo.
  • Constrói auto- suficiência. Não nasceste com autoconfiança, tu ganhas através de tentativas e erros enquanto passas pela vida tomando as tuas próprias decisões. Comecei a desenvolver confiança quando decidi pensar por mim mesma e seguir em frente com as minhas decisões. As pessoas que agem com autoconfiança sentem se mais no controlo do seu ambiente, e sentir se assim é um ingrediente importante do bem-estar. Quando o que tu fazes está de acordo com o que acreditas, a tua auto-estima e felicidade crescem. Ser auto-suficiente significa fazer as coisas por ti mesmo. Quanto mais fazes por ti mesmo, melhor te sentes; quanto mais te sentires melhor, mais confiante te tornarás, e menos compelido te sentirás para ser perfeito o tempo todo.
  • Aprende a deixar ir. Tenta deixar de lado o que te está a impedir de aceitar quem és. Provavelmente perceberás que não és o que as outras pessoas dizem que és. Tu não és a tua dor, o teu passado ou as tuas emoções. Geralmente, são ideias negativas sobre nós mesmos e uma conversa interna danosa que atrapalham o que realmente queremos ser e nos impelem a nunca cometer erros.
  • Toma as tuas próprias decisões. Começa a tomar as tuas próprias decisões. Não é preciso compartilhar todos os problemas que encontras com todos na tua vida. As pessoas fazem isso para obter conselhos, ouvir o que precisam fazer e transmitir a sua ansiedade aos outros. À medida que te tornas mais consciente do que desejas, começarás a conhecer o próximo passo a seguir na tua vida e reconhecerás que mais ninguém tem as respostas. As pessoas que não se sentem bem o suficiente procuram sempre outras pessoas para tomar decisões por elas. Tu sabes tanto como os outros, na verdade tu sabes mais do que os outros sobre o que é certo para ti. Lembra- te, para te aceitares, não podes odiar o teu caminho. Convenceres te de que és um fracasso nunca irá melhorar qualquer situação, e repetir para ti mesmo que nunca viverás o teu potencial certamente não te levará a alcançá lo. É importante que te lembres que és suficiente como és- e eu prometo – quanto mais praticares, mais vais acreditar.
  • Faz as pazes com o “agora” antes de te sentires satisfeito com o “mais tarde”. Não podemos ficar totalmente satisfeitos com o local onde vamos até que possamos aceitar, reconhecer e apreciar onde estamos. Faz as pazes com o lugar onde você está, e a sua jornada em direcção a algo novo parecerá muito mais pacífica, recompensadora e satisfatória.

 

Se procuras metodicamente evidências de que não és ninguém, que não mereces aceitação, ou que não estás atendendo ao teu potencial? Se assim for, sei o quão desmoralizante e degradante pode ser. Será melhor que te concentres no progresso em vez de na perfeição e em quão longe chegaste, em vez do quão longe ainda falta ires.

Um dos maiores impulsos para o perfeccionismo é a necessidade de sempre “acertar”. Nós esforçamo-nos para a perfeição e os grandes sucessos, e quando ficamos aquém, sentimo-nos inúteis. O que parece que não percebemos é que trabalhar em direcção aos nossos objectivos e estar dispostos a colocarmo-nos lá fora são realizações dentro deles. Dá a ti mesmo uma merecida palmadinha nas costas por tentar, progredir e chegar tão longe quanto chegaste.

 

 

 

 

Fonte:

https://www.psychologytoday.com/us/blog/your-emotional-meter/201801/how-let-go-the-need-be-perfect

 

 

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